Por: N. M. R.
Eu sou capaz de pensar apenas "estou te esperando e está 43°C no termômetro da praça", o que faz a espera ser ainda mais torturante e esse lugar ainda mais parecido com o inferno. Vim parar aqui pelo erro de dois Pedros. E como esse efeito borboleta é esquisito quando, desde o primeiro, Álvares Cabral, nenhum deles me conheceu. O segundo, José Neto, licença para apresentá-lo, “tendo por bandeira lenda, aqui chegou Pedro José Neto”, nesse lugar em que era pra ser um deserto, mas sem querer tem 217 mil habitantes. Pra terminar de falar de Araraquara, essa cidade que tem pouca gente boa nascendo, as ruas são dividas por números e a cidade dorme por qualquer queda na temperatura. Mas essa não é a historia de uma cidade, nem de uma temperatura, tão menos sobre a espera de um amor. O termômetro estava na rua 6 e logo na rua 8, em qualquer esquina estava escrito “O mar nunca dorme”. O mar não pode dormir. Em um mundo tão filho da puta, se o mar dormir, até o sal dança; mas o problema é que nem o mar descansa, tal qual pessoas intensas: não da tempo de dormir, se for pra sentir tudo até a alma. Essa não é uma historia de amor, não que amor me falte. A vida anda tão prostituta que muitas pessoas ficam felizes com qualquer amor em qualquer esquina. Mas o mar, meu caro, o mar precisa de um bom amor para deixá-lo acordado. E como em todas as histórias de amor, há uma grandessíssima quantidade de filhos da puta. Pois, que seja: Essa é uma história sobre filhos da puta.
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